quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sobre decorador, designer de interiores e arquiteto...

Uma coisa que sempre enfrento em festa de família e encontro com amigos, é a confusão que existe sobre a minha profissão. Vem de perguntas do tipo "mas você é decoradora?" até comentários  "que legal, você faz arquitetura!". E tem a galera que quando conto que sou designer, antes mesmo de completar a frase, associam a Design Gráfico. Nunca ninguém acertou. E a única que perdoei foi a minha avó, que quando contei ficou com cara de ué... 


Então, pra que não haja confusão e que assim possam admirar o meu trabalho e dos demais designer e arquitetos, estabelecermos parâmetros: arquiteto é diferente de designer, designer é diferente de decorador. E por via das dúvidas: designer gráfico e designer de interiores embora tenha o mesmo objetivo - chegar em uma solução através de projetos - atuam em áreas bem diferentes.

Bom, o decorador, não é necessário que ele tenha uma formação, mas atua em meios bem restritos por conta da falta de conhecimento que tem sobre obras. Assim, a sua função é mais voltada ao mobiliário, as cores e os acessórios, mas nada que mexa na estrutura do local! E quanto a criação de mobiliário, bom, isso é com o designer de interiores. 

E, para ser designer de interiores é preciso formação, existe também o lado estético que fica pro final do projeto. A nossa função é elaborar um ambiente relendo layouts e assim ampliando ou reduzindo espaços para atender melhor a necessidade de cada cliente, seguindo normas técnicas de acústica, ergonomia, térmica, luminotécnica, etc. E claro, sempre atento as novidades e tendências. Trabalhamos junto com arquitetos para garantir o melhor aproveitamento de espaço.

Já o arquiteto, é formado em arquitetura e urbanismo e tem uma série de matérias que deixam bem claro o que fazem, dentre elas: resistência dos materiais, planejamento urbano, construção, projeto de edificações. O arquiteto começa a trabalhar assim que o terreno for escolhido, estudando aspectos ambientais e topográficos, legislações idílicas e urbanas...

A realidade é uma: se deixar nos completamos, mas não substituímos! :)


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